Quem somos

O que é o Criosfera 1? O Criosfera 1 é o resultado de 30 anos de pesquisa e aprendizado dentro do Programa Antártico Brasileiro/MCTIC / CNPq e de uma iniciativa única do Ministério de Ciência e Tecnologia: a criação do INCT-Criosfera. Este consórcio científico atrelado a um empenho particular da UERJ UFRGS e INPE tornou factível tal empreendimento para a Ciência e a Engenharia nacionais. O Criosfera 1 é o primeiro módulo de pesquisa do Brasil a operar de forma autônoma e remota na Antártica Central. Sua concepção estrutural é o estado da arte dos módulos de pesquisa polar, tendo sido projetado e construído na Suécia. Ele é dotado de sistemas eólico e solar que permitem mantê-lo em funcionamento ininterruptamente durante verões e invernos, como poucos programas antárticos o fazem naquela região. Para suas primeiras campanhas Antárticas, ele abrigará experimentos voltados para o estudo da química atmosférica e sua relação com o manto de gelo. O Criosfera 1 é dotado de uma estação meteorológica onde são monitorados a temperatura do ar e na neve, a pressão atmosférica, a umidade relativa, a acumulação de neve e dados de vento e radiação solar global. Dados sobre o desempenho de energia do módulo são enviados via satélite para o Brasil em tempo quase-real. Dois parâmetros adicionais são monitorados em tempo real e são disponibilizados apenas após pós análise: CO2 e radiação cósmica. Aerosóis são amostrados em resolução mensal e filtros contendo material particulado submetidos as seguintes análises: ICP-MS (composição elementar), Cromatografia líquida (composição de íons) e MEV+EDS (microanálise/composição elementar relativa). Para a pesquisa atmosférica, nossos dados são interpretados a luz dos modelos computacionais do clima que permitem aumentar nossa compreensão sobre o papel da Antártica sobre a América do Sul, o impacto da redução da camada de ozônio, da atividade vulcânica andina, da evolução dos processos de desertificação, do transporte atmosférico de poluentes e microorganismos ao redor do globo e aprofundar nosso conhecimento sobre a história climática contada pelos testemunhos de gelo.

Ao longo dos últimos 5 anos, importantes instituições brasileiras tem contribuído para o fortalecimento da ciência no Criosfera 1, com experimentos científicos de relevância nas áreas de Física de alta energia (CBPF), química da atmosfera (UFPR), aerobiologia (Museu Nacional/UFRJ) entre outros.

Razões para se investir na pesquisa antártica ?

 

  1. No gelo do continente antártico está preservado, em alta resolução, parte da informação pretérita relativa as alterações ambientais, as mudanças do clima e o impacto humano que ocorreram no Hemisfério Sul e, especialmente na América do Sul, nas escalas de tempo decadal, centenal e milenar. Estudar o gelo da Antártica é compreender melhor parte da nossa história e as tendências do clima no Brasil nas futuras gerações;

  2.  A elevação do nível do mar está diretamente relacionada com a questão antártica. Desta forma, contribuir para o conhecimento desta variável e estar engajado neste contexto científico nos torna mais capazes de avaliar suas conseqüências para o Brasil mediante vários cenários possíveis;

  3. O gelo antártico é uma matriz biotecnológica de enorme potencial. Estudar a microbiologia antártica é estar na vanguarda sobre novos produtos que possam contribuir futuramente para o desenvolvimento da medicina e suas áreas afins.  

Coordenador Científico:

Prof. Heitor Evangelista – Uerj evangelista.uerj@gmail.com

Coordenador Logístico:

 

Prof. Jefferson C. Simões – UFRGS jefferson.simoes@ufrgs.br

Engenharia Polar:

 

Eng. Heber Reis Passos - INPE hbmeteoro@hotmail.com

Engenharia de Desenvolvimento:

Marcelo Sampaio - INPE sampaio.inpe@gmail.com